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terça-feira, 21 de julho de 2009

O Estadual ainda não acabou

O Campeonato Estadual de Futebol do Tocantins terminou no último dia 20 de junho. Menos para a maioria dos jogadores. A competição terminou para o Araguaina, campeão estadual e para o Gurupi. O time do Sul do Estado, ao que parece e ninguém reclamou, pagou todos os jogadores, embora não tenha chegado à tão sonhada final, por motivos já citados aqui em colunas anteriores.
O Tourão do Norte, campeão estadual e representante do Tocantins na Copa do Brasil e Série D do Brasileiro de 2010, pagou todo mundo e ainda deu R$ 50 mil de premiação para ser rateado entre os jogadores.
Mas para alguns times, o drama continua e a incerteza ronda a participação de equipes em competições futuras.
O vice-campeão estadual, o Palmas, é um exemplo claro de má gestão e de falta de planejamento financeiro, de uma diretoria omissa e sumida, que acreditou nas palavras de um aventureiro chamado Tom Belarmino.
Os jogadores até hoje estão sem receber os salários de abril, maio e os 20 dias de junho. Chegaram até a fazer atos de vandalismo na república ou na casa que servia de república, cedida pelo ex-presidente, Fernando Rezende, que também teria ajudado com algumas despesas de hotel, alimentação e transporte nas partidas finais contra o Araguaina.
Agora, terminada a competição, alguns conselheiros, comandados pelo presidente do Conselho Deliberativo, José Pinto, ensaiam uma cobrança dos atos do presidente Belarmino, que pretende pedir o afastamento do clube de competições oficiais por dois anos para reestruturar o clube e dar nova dinâmica administrativa ao falido Palmas. A cobrança dos conselheiros veio tarde. Esperaram o time cair no abismo para tomar providências que deveriam ter sido tomadas em dezembro ou janeiro deste ano, quando a posse do presidente eleito Tom Belarmino foi indeferida pela Federação Tocantinense de Futebol, por dívidas e ações já transitadas em julgado contra o presidente eleito que tentou dar um golpe na entidade em 1993, fatos já mostrados aqui também.
A dívida do Palmas é imensa, impagável até, se for considerada a inexistência total de renda, de sócios e de faturamento publicitário.
A situação vivida pelo maior vencedor de estaduais do Tocantins mostra que é necessário mudar, buscar alternativas de gestão e trabalhar muito o marketing esportivo, mesmo que tenhamos competições com indíce técnico e mata-mata, como desculpa para a preguiça de inovar, falta de vontade de crescer e a falta de visão e determinação para colocar o futebol tocantinense no lugar que merece.
Outro exemplo de que o Estadual ainda não acabou, pelo menos para os jogadores que ainda esperam o acerto é o Intercap de Paraíso, que neste final de semana foi manchete em jornais e sites esportivos pelo mesmo assunto.
O clube ainda deve cerca de 40% dos salários para jogadores e comissão técnica, que embora tenham sido eliminados na segunda fase pelo Gurupi, ou seja, há quase 40 dias, não viram a cor do dinheiro e alguns estão até passando necessidade extrema.
Falei com o presidente do clube em Taquaruçu neste final de semana e ele me disse que a responsabilidade é do prefeito da cidade, que assumiu o compromisso de pagar. A promessa feita há 35 dias é que o acerto seria feito e pediram um prazo de 15 dias, mas já se passaram 20 e até agora nada. Enquanto isso, os jogadores da cidade são sacrificados, embora os jogadores de outras localidades também não estejam em melhores condições, mesmo tendo recebido cerca de 60% dos salários atrasados.
O Juventude de Dianópolis também não pagou o restante dos salários dos atletas. Foi rebaixado, pediu afastamento por dois anos, deixando orfão uma torcida fanática e apaixonada, que não vai ver o time em nenhuma competição oficial até 2011. Outros times também estão na mesma situação prevendo um futuro não muito promissor para o futebol tocantinense que a cada ano parece regredir, sem condições de galgar algo mais no mundo profissional do futebol.
A segunda divisão está marcada para começar no dia 05 de setembro. a fórmula de disputa não me agrada, mas alguns dos 12 clubes que vão brigar por duas vagas de acesso à primeira divisão do ano que vem, vão perceber que não basta apenas vontade de participar. É preciso planejamento, organização, projeto e dinheiro, coisa que nunca teve no nosso futebol, a não ser ajuda oficial do governo do Estado e de algumas prefeituras.
Tocantins vence
Para não dizer que não falei de flores, a única boa noticia é a estreia com vitória por 1 a 0 do Tocantins no Brasileiro Série D, jogando em Macapá, contra o Cristal.
O resultado é surpreendente, se for considerada a situação do campeão tocantinense do ano passado. Neste ano foi rebaixado, ficando em penúltimo lugar no estadual. Faltando um dia para a longa viagem até Macapá - que começou de ônibus até Brasília, seguindo de avião o trecho seguinte da jornada - o treinador Nélio Pereira alegou falta de condições e abandonou o time, assumindo interinamente (?) o superintendente/treinador Jair da Silva.
Para não dizer que sou cético, vamos aguardar o confronto contra o São Raimundo, de Santarém, que venceu o Moto Clube por 2 a 0 e lidera o grupo 2, pelo saldo de gols marcados.
O Tocantins deu um passo importante e se conseguir vencer em casa dará um grande passo para a classificação. Aliás, o time joga as duas próximas partidas em casa e se vencer, chegará aos nove pontos e praticamente garante passagem para a próxima fase.
Mas a boa estreia não elimina os problemas do Tocantins, que vive os mesmos dramas que todos os outros clubes do estado. Com o agravante que, além de participar do deficitário brasileiro, ainda precisa se preocupar com a Segundonda e com o Estadual Sub-18, competições que começam no dia 05 de setembro. Are Baba!!!

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